Thursday, March 24, 2005

The Ring 2 – O Aviso

Realizador: Hideo Nakata
Intérpretes: Naomi Watts, Simon Baker, David Dorfman, Elizabeth Perkins, Emily VanCamp, Sissy Spacek, Ryan Merriman
Classificação: **

Enquanto o primeiro filme foi interessante, esta sequela na minha opinião deixa muito a desejar.

Para os amantes dos filmes de terror, está muito fraquinho, as cenas assustadoras são muito poucas e o terror falta. A história em si também é fraca. Em termos de paralelo ao primeiro filme, existem algumas falhas na lógica inicial, e partes por explicar. A previsibilidade impera.

Quanto à sinopse, após os acontecimentos do primeiro filme a jornalista e o seu filho mudam de cidade, mas Samara afinal não desapareceu…. E as cassetes andam a circular.

Concluindo uma crítica muito pequena, este é um filme dispensável. Há coisas melhores para ver.

Conceição Vences Leal

Birth – O Mistério

Realizador: Jonathan Glazer
Intérpretes: Nicole Kidman, Cameron Bright, Danny Huston e Lauren Bacall
Classificação: ***

Um filme que despertou uma certa controvérsia devido a algumas cenas mais polémicas entre Nicole Kidman e Cameron Bright, o actor com quem contracena (que faz o papel de um miúdo de 10 anos), mas que no fundo foi mais o barulho do que realmente merecia.
A história gira à volta de uma viúva que ao fim de 10 anos resolve voltar a casar. Nessa altura um rapazinho de 10 anos aparece-lhe à porta afirmando ser o seu falecido marido (Sean) reencarnado. A partir daí uma teia de perguntas se levanta e todo o filme gira à volta desta dúvida.

Apesar de ser o objectivo da realização, e os momentos parados terem a sua importância na definição da história e das emoções, já que é de emoções que o filme se trata, penso que houve um certo abuso nessas mesmas cenas estáticas que acaba por levar o espectador a desviar a atenção.
Trata-se basicamente de um filme sobre a obsessão por outras pessoas, a vários níveis, e dos limites a que uma obsessão pode conduzir alguém.

A banda sonora é muito boa e um dos pontos mais fortes do filme. Em termos de cenografia, imperam os grandes planos e imagens cruas.

Nicole Kidman está muito bem e ela praticamente o fio condutor do filme. Quanto a Cameron Bright no papel de Sean, tem uma actuação sólida mas que poderá abusar da falta de expressividade. Ao longo de todo o filme a falta de expressividade está presente, e é essa falta de expressividade que comunica connosco, no entanto no caso de Sean penso que existe um certo abuso.

Em conclusão, o filme aborda um tema interessante e prenda no que respeita ao desenvolvimento da história, no entanto penso que se torna um bocado aborrecido na sua lentidão.
Interessante mas não essencial.
Conceição Vences Leal